quarta-feira, 22 de julho de 2009

AH!

Vão tomá banho!!!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Start spreadin' the news


Uma gama de cores sobrepostas
Pelo efeito de cartolinas frias e quentes
Ato certo, acertado, alaranjado
Panos, mantas, cabelos e pantufas
Tudo grita, tudo fala, tudo sussurra

I'm leaving today
Vidros verdes que veem o mundo
E que tanto se sabe que nos faz sorrir


I want to be a part of it
Quando ficar jovem quero ser assim

New York, New York

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Aniversário II


È a hora de parar deixar o dia mudar de luz, vir o vinte e um.



video


Aniversário Parte I

A vida não é feita de poesia
Poesia escrita - PAF! - tira



Os da arte ou da sensibilidade por puro costume errôneo acabam vendo a vida como pura poesia.
Não estilos, não a escrita, não a transposição para a letra. São as borboletas, as gotas caindo, o sorriso nascendo, as flores crescendo, os mendigos comendo e o rosa do cimento.

A vida não é poesia, não é pintura, não é filme. Felizes dos que nasceram com o dom da imagem ou a felicidade das telas, a poesia da lembrança será inconfundível e inevitável ao ver os traços certeiros e os enquadramentos corretamente iluminados.



Houve os doidos que desde que o mundo aprendeu a escrever resolveram fornicar as representações, jogar toda a moeda no ventilador e crer que tudo é belo - mesmo os malucos do mal, mesmo a beleza do suicídio de Van Gogh, o belo amor sôfrego dos poetinhas suicidas, a beleza da perversão de Sade - não é belo, mas enfeita. È tudo enfeitado.



Cara feia, corpo bom, corpo ruim, cara bonita, cara ruim roupas boas, roupas ruins, cabeça feita, cabeça ruim, é bonito, não é bonito, coitado.
O olho cansa o cu. Pimenta no ouvido dos outros é chuteira.

Morrer. Nada. Assim. Ponto. Fim.
Uma moto, não. Uma maldita, não. Uma curva, não. Um chafariz, não.
A vida não é feita de poesia. Não pra ficar procurando ela. O filme é filme, poesia é poesia.
Vida é vida.



E nosso ma(p)ior peso termos que vive-la.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Leitura Obrigatória


"O nosso mundo, para nele vivermos, amarmos e santificarmo-nos, não é dado pelos acontecimentos da história ou pelos fenômenos da natureza, mas é dado pelo existir destes inauditos centros de alteridade que são os rostos, rostos a serem olhados, respeitados, acariciados."

terça-feira, 28 de abril de 2009

Hoje chorei no almoço.


Lembro da abóbora caramelada em meu prato,
A cozinheira na frente com cara amarrada
E eu ali. Nem feliz nem triste, nem isso nem aquilo
Derramando algumas lágrimas por estar vivo.


Fiquei imaginando como deve ser
viver a partir de alguma doença que pode te levar a qualquer momento
Ou um paciente terminal. Como devem ser os últimos sopros de vida?
Não digo o último, o que me faz sentir são os últimos.
As últimas compras, as últimas bobagens que fica sabendo, as últimas tragédias a serem vistas,
os últimos cortes a serem feitos no dedo, as últimas vezes que abrirá a calça para urinar.


Perdi a linha



Em momentos me surpreendo com o fato de ser humano, de querer ser humano



Perdi a linha


Tomei um susto,
Me servi,
Sentei, olhei o gramado
Comecei a comer
" E então as luzes vieram;
No meio da noite;
O que eu deveria fazer com minha vida?
Como eu deveria gastar meu tempo? "
Comecei a ver
Gravei com os olhos
E com comida nos dentes meus olhos ferveram e eu comecei a vazar
Não aguentei, quando crio fico vivo
Quando fico vivo choro

- Tava chorando Julian?
- Não, é renite.
- Tu tem renite?
- Não.



quinta-feira, 16 de abril de 2009

Afeto o afinal é que o?



A dúvida, a grande dúvida debatida durante as reuniões em que eu me resguardava em minha letargia parecia as vezes absurda, ela estva ali nitidamente em cada um.
Em minhas passagens pela roda eu sorria quase numa lágrima de ver a paixão por dar um jeito de acordar as pessoas, de colocar os pés delas no chão e os braços ao redor d outro mais próximo. Bem dito o dia em que entrei neste coletivo tão inassilabicadilimissivel.



Como me disse o Pablo uma noite embebido em vinho enquanto assistíamos um tempo espaço em um sofá quebrado: "os psicólogos são burros, não sabem construir um muro, não sabem pintar uma parede!. Mas fazem tudo isso aqui, entende?".
Exatamente, fazem isso que me mantém vivo. Me mostraram que a vida de fato existe, que antes de sermos catalogação de gêneros e demais catalogações somos seres humanos.
Afetados somos nozes e ovos de Páscoa dão em árvore.
Obrigado por existirmos.
Um selinho pelado na boca de todos.



Quanto a historia dos burros, entendam-se com nosso papai alcoolico.

A-MO-TO-DOS!